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Numa entrevista à revista Music & Musicians, a banda respondeu a algumas perguntas, das quais destacamos:
Music & Musicians: Sentiram que tinham algo a provar?
Hayley: A princípio sim. É difícil acreditar que já passaram mais do que dois anos [desde a saída dos irmãos Farro]. Foi onde o nosso projecto "Singles Club" se encaixou. Escrevemos quatro músicas, pusemo-las em vinil que vendemos directamente aos nossos fãs. Não as pusemos no Itunes. Acabou por se tornar exactamente no que precisávamos para ultrapassar todos os problemas que tínhamos. Essas músicas não foram gravadas para o novo álbum porque não era esse o seu objectivo. Alguns desses sentimentos podem ter influenciado a sua escrita, mas, em grande parte, nós já estávamos numa fase mais positiva. Quando estávamos em estúdio, tínhamos novas "armas". Estávamos ainda mais motivados por toda a pressão que havia em nos tornarmos numa banda melhor.
M&M: Como é que tal afectou a vossa escrita musical?
Jeremy: O mais importante foi o tempo que tivemos para escrever e gravar. Tentámos voltar a rotinas antigas, escrevendo músicas que soassem aos clássico Paramore, mas não estava a resultar. Tivemos de procurar [inspiração] nas nossas influências e personalidades. Foi difícil. Foi difícil não ter um baterista e, mesmo assim, improvisar para ver o que conseguíamos obter. Tivemos de dar algumas reviravoltas, mas no fim tudo veio a nosso favor. Três vozes são muito mais fácil de lidar do que cinco.
H: Houve um momento que não escrevemos mesmo nada. Apenas falávamos sobre isso. Mas, assim que as poucas primeiras músicas surgiram, sentimos o quão livre estávamos [em adoptar um novo estilo musical]. Tal como quando somos crianças a começar uma banda na nossa garagem - claro que existe pressão em escrever algo bom, mas não tínhamos ideias pré-concebidas do que iríamos fazer. Apenas se pode fazer o que se consegue e com o que se sabe. O que pensámos que era uma limitação, tornou-se em algo realmente libertador, entusiasmante e deu-nos um novo som fresco.
M&M: Que tema vos surpreendeu mais?
H: "Ain't It Fun". Tínhamos nos acabado de mudar para Los Angeles para a pré-produção, e estávamos a experienciar bloqueio de escritor. Ouvi um loop que estava a dar no computador do Taylor. Pensei: "O que é isso?". Soava como Siouxsie e os Banshees, juntamente com Paula Abdul, um riff estranho. Disse-lhe: "Eu quero escrever para isto!" "Mas isto não é realmente para os Paramore. Eu estava apenas a experimentar." Gastámos trinta minutos a atirar pequenas ideias que estava a ouvir na minha cabeça. Quando saímos, tínhamos terminado um verso e o pré-refrão, e estávamos a criar uma diversidade de sons. Mais tarde, o Jeremy chegou e acrescentou o baixo à música. Quanto mais cada um de nós acrescentava à música, mais ela se tornava em algo improvável [ao estilo da banda], algo que eu nunca pensava que fosse escrever. No fim, tínhamos um coro de gospel. Foi uma música muito divertida de escrever.
M&M: Foi essa música que definiu o tom do álbum?
H: Na verdade, foi a "Grow Up" que definiu. Essa também aconteceu por acidente. O Taylor e eu estávamos a tentar escrever, e nada surgia. Em frustração, ele começou a tocar a guitarra - e tal tornou-se num riff. Eu sugeri que se acrescentasse um ritmo, dando origem a um som que se assemelhava aos inícios dos anos 90, do género de Rick Rubin. Soava também a algo que os Paramore nunca fossem fazer. Essas duas novas mostraram-nos num novo lado. Deram nos também confiança para fazer o que queríamos. Só teria de vir dos nossos corações.
J: Nós queríamos que tudo fosse novo, entusiasmante e, mais importante ainda, positivo. Nós queríamos ultrapassar o drama. E todos os nossos álbuns anteriores foram algo negativos. A princípio, eu penso que não sabíamos como criar um novo estilo para o álbum. Mas assim que começámos a escrever as novas músicas, tudo ficou claro. Acabámos com 17 músicas e não conseguimos decidir quais teriam de ficar de parte. E assim decidimos "Vamos gravá-las todas para o álbum".